Fé Firme, activa e silenciosa
O Verão passou e estamos prestes iniciar um novo ano Pastoral, escolar, profissional, etc. Este novo início de actividades coincide sempre com o outono, tempo em que começam a cair as folhas das árvores e os tons quentes de brilhantes do Verão dão lugar aos tons castanhos e secos do Outono. A queda da folha é aliás algo que podemos interpretar na nossa vida, como um despir de tudo o que passou e um convite ao trabalho para um posterior renascimento, a "Primavera".
Durante este verão, houve tempo para descansar mas também para alcançar objectivos propostos no ano anterior. Um deles, foi o encontro Cristo Jovem que teve lugar nos dias 4 e 5 de Setembro em Albergaria-a-Velha. Uma quinta em plena floresta constituiu o cenário idílico deste encontro que apesar do número muito reduzido de participantes (um total de 6 nos dois dias) serviu acima de tudo como um tubo de ensaio para futuras edições. A paz que se fez sentir, foi um convite à oração e ao silencio interior, mas também à diversão e às dinâmicas pela organização.
Deste encontro saíram naturalmente algumas conclusões e orientações para a espiritualidade dos jovens que nele participaram e que iremos partilhar convosco brevemente. Uma das que marcou o final do dia de Sábado foi a conclusão de que como jovens, somos chamados a mostrar este Cristo Jovem através de uma fé firme, activa e silenciosa. O que é então cada uma destas características?
Fé firme
«Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!» Jo 20, 29
A fé firme caracteriza-se por essa capacidade de crer em Deus mesmo sem o ver fisicamente, mas vê-lo em tudo o que nos rodeia e em cada um de nós.
Fé Activa
Somos chamados a colocar as nossas orações em Deus e a depositar nele as nossas esperanças, mas ao mesmo tempo somos convidados a dar testemunho dele e da sua presença d'Ele em nós, mostrando ao mundo que o Amor de Deus é um combustível que arde em nós e nos impele a mudar o mundo. Com ele tudo podemos!
Fé Silenciosa
Dar testemunho da nossa fé, deve passar não só por dizer aos outros no que acreditamos, mas principalmente por por em prática os ensinamentos que Jesus nos deixou. É neste silêncio de palavras, mas grande amplitude de gestos que devemos dar a conhecer o Cristo Jovem que nos guia em direcção ao Pai.
Agora é tempo de deixar cair as folhas secas que existem em nós e trabalhar activamente para a renovação interior que ciclicamente devemos fazer para melhor caminhar em direcção ao Pai.





